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Quais os principais fatores considerados pelas seguradoras na
formação do preço
O preço de um seguro é o resultado de um cálculo estatístico, onde a
seguradora avalia alguns fatores de risco e, a partir deles, calcula
qual a probabilidade do imóvel sofrer um sinistro. |
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Em geral, o seguro Condomínio é bastante acessível, considerando a
proporção entre o prêmio pago e o valor segurado, e também o valor
rateado entre os condôminos. O valor aumenta quando existem atividades
comerciais, que contribuem para uma maior circulação de pessoas e o
próprio risco decorrente destas atividades. Em condomínios mistos (com
residências e comércio), podem ser contratadas coberturas
diferenciadas, mas durante a vigência do seguro contratado não é
possível o desligamento de uma unidade específica.
Quando se contrata um seguro as seguradoras levam em conta uma série
de fatores. É comum relacionar algumas características de risco e
seguridade mínimas para aceitar cobrir ou não um condomínio. Por conta
disso, elas requisitam o preenchimento de um questionário antes de
calcular o preço do seguro. De acordo com a análise do que foi
respondido ela pode até recusar a contratação do seguro.
No caso de incêndio, se o imóvel for construído total
ou parcialmente com material de alta combustão (ex. madeira ou telhas
de plástico) pode haver risco de alastramento rápido do fogo, causando
maior prejuízo. Neste caso dificilmente a seguradora aceita a proposta
de seguro. Também podem ser consideradas as condições do imóvel (ex.
fiação elétrica) e mecanismos de combate a incêndio como a existência
de extintores e a distância do corpo de bombeiros mais próximo.
Para roubo, algumas seguradoras (em alguns produtos)
avaliam se os condomínios estão localizadas em lugares com altos
índices de roubos, a existência de mecanismos de proteção (como muros
e grades, alarmes monitorados) e de exposição (vizinho a terrenos
desocupados).
Para enchentes e alagamentos também é considerado o
histórico e as condições do local. São consideradas ainda a existência
de atividades empresariais (comerciais, industriais ou serviços) no
condomínio ou nas suas proximidades (ex. condomínio conjugado a um
mini-mercado, ao lado de um posto de gasolina ou de uma lancheria).
Com estas informações ela estima quanto terá de pagar de indenização e
define quanto vai cobrar do segurado. O cálculo é feito nos sistemas
das seguradoras com os dados informados pelo segurado no momento da
cotação do seguro.
Quando os valores envolvidos são baixos geralmente as seguradoras
dispensam a vistoria do imóvel após a contratação do seguro, emitindo
a apólice. Contudo, eventuais divergências nas informações fornecidas
pelo síndico/administrador podem ser verificadas na apuração de um
sinistro, podendo acarretar a negativa do pagamento ou mesmo o
cancelamento do seguro.
O cálculo do preço, que normalmente se mantém estável nas renovações,
envolve ainda a remuneração pelo serviço do corretor (e eventualmente
da imobiliária) e a margem da seguradora para cobrir além dos custos
com os sinistros, suas despesas administrativas, impostos e o lucro.
Para um seguro mais efetivo, considerando tantas variáveis no cálculo,
pesquisar preços é uma das melhores recomendações na hora de cotar o
seguro, pois é possível encontrar grandes diferenças de preços entre
uma seguradora e outra, ou entre um canal de venda e outro, apesar da
residência e as principais coberturas serem as mesmas.
Neste contexto, o corretor tem de ser visto como um consultor, que vai
ajudar o segurado a encontrar o produto mais adequado. Por isso, a
ordem é, antes de tudo, pesquisar em várias seguradoras e ver quem
oferece os melhores preços e benefícios.
É importante ser assessorado por um profissional na escolha do
seu seguro. Para saber como obter uma cotação de acordo com as suas
necessidades, localize um corretor através da pesquisa abaixo. |
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