O preço de um seguro é o resultado de um cálculo estatístico, onde a
seguradora avalia alguns fatores de risco e, a partir deles, calcula
qual a probabilidade de um evento (sinistro) ocorrer.
Com estas informações ela estima quanto terá de pagar de indenização e
define quanto vai cobrar do segurado. O cálculo é feito nos sistemas
das seguradoras com os dados informados pelo segurado no momento da
cotação do seguro ou previamente estabelecidos quando contratados em
formulários pré-impressos da seguradora.
O principal parâmetro que define o custo do seguro é a idade do
segurado. Quanto mais jovem, menor a probabilidade de morrer
por causas naturais e o seguro, portanto mais barato. No caso de
seguros coletivos as apólices podem considerar um valor médio, de
acordo com a idade média do grupo segurado, ou
diferenciá-los por grupos de faixa etária.
Outro fator que é considerado é o gênero do segurado. Como as
mulheres possuem uma expectativa de vida maior, o
seguro para elas em alguns produtos geralmente é um pouco mais barato
que para os homens.
O histórico de saúde, solicitado na contratação de
muitos produtos (geralmente individuais) através do preenchimento da
Declaração Pessoal de Saúde – DPS também pode ser utilizado.
Na maioria das vezes, no entanto ele serve apenas como critério para a
seguradora definir se aceita ou não um seguro. Na DPS, preenchida e
assinada pelo segurado, são feitas perguntas como o histórico de
doenças (hipertensão, diabete, câncer etc.), cirurgias e internações
hospitalares, o uso de medicamentos de uso contínuo e/ou a condição
atual de saúde. Se não forem doenças pré-existentes a contratação,
estarão cobertas pelo seguro.
Algumas seguradoras até antecipam o valor da indenização no caso de
ocorrência das enfermidades previstas. Algumas seguradoras diferenciam
o preço, dando desconto para não fumantes. Algumas atividades
profissionais que contribuem para um maior risco de morte por
acidente também podem ter o valor do seguro aumentado ou mesmo a sua
aceitação rejeitada pelas seguradoras.
A contratação de um produto ou cobertura que cubra somente
morte acidental também possui um valor menor em comparação
com um que possua cobertura também para morte natural. A cobertura
básica do seguro de acidentes prevê indenização em caso de invalidez
ou falecimento causado por acidente (que é definido como uma
ocorrência involuntária, externa e súbita). Portanto, caso queira,
você precisa contratar uma cobertura adicional para despesas médicas,
incapacidade temporária, e auxílio funeral.
Principais coberturas envolvidas no cálculo do seguro de vida:
|
Morte natural |
As seguradoras utilizam as chamadas tábuas biométricas, calculadas a partir de dados estatísticos para
estimar a probabilidade de morte a cada ano de vida, para homens e
mulheres, associadas à experiência atuarial da seguradora (seu
expertise). |
|
Morte acidental ou invalidez |
Também se utilizam tábuas com a indicação de freqüência de óbitos ou invalidez, associadas com dados
estatísticos das seguradoras, podendo envolver regiões geográficas,
grupos de atividades ou profissões com maior risco entre outras. |
|
Demais coberturas |
Geralmente calculadas a partir da experiência da seguradora, considerando o histórico de sinistros em
comparação com as vidas seguradas expostas aos mesmos. |
Além é claro da experiência da seguradora, os preços praticados pela
concorrência também influenciam na revisão e formação
dos preços. Os preços envolvem ainda a remuneração pelo serviço do
corretor (ou banco, instituição financeira, estipulante etc.) e a
margem da seguradora para cobrir além dos custos com os sinistros,
suas despesas administrativas, impostos e o lucro.
Com tantas variáveis no cálculo, pesquisar preços é uma das melhores
recomendações. Além disso é importante observar algumas questões
freqüentes na hora de contratar um seguro de vida para definir qual o
produto e as coberturas mais indicados: Que idade você tem? Que tipo
de vida você leva? Qual a sua situação familiar? Você tem dependentes?
Se você tiver dependentes (cônjuge, filhos ou
pais), mesmo sendo jovem, o risco financeiro da sua invalidez ou
falecimento pode deixar você e/ou outras pessoas desamparadas, daí a
importância de calcular com calma o tipo de cobertura necessária. Não
se deve confundir seguro de vida com herança, nem entender o capital
segurado como uma compensação, mas como uma forma de manutenção do
padrão de vida familiar por um determinado período, no caso de
falecimento ou invalidez do provedor.O valor da cobertura deve
corresponder ao da participação financeira do segurado no orçamento
familiar no período mínimo de 24 a 36 meses. Esse é, em média, o tempo
necessário até que a família consiga reestruturar-se economicamente.
Na hora de contratar o seguro, é importante escolher um seguro não
somente pelo seu custo, mas sim pelo tipo de cobertura que você
necessita. Neste contexto, o corretor tem de ser visto como um
consultor, que vai ajudar o segurado a encontrar o produto mais
adequado. Por isso, a ordem é, antes de tudo, pesquisar em várias
seguradoras e ver quem oferece os melhores preços e benefícios.
É importante ser assessorado por um profissional na escolha do
seu seguro. Para saber como obter uma cotação de acordo com as suas
necessidades, localize um corretor através da pesquisa abaixo.
|